segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Autoridad en la Iglesia

DECLARACIÓN SOBRE LA AUTORIDAD EN LA IGLESIA CATÓLICA

160 TEÓLOGOS Y TEÓLOGAS DE LA IGLESIA CATÓLICA, feedback@churchauthority.org


ECLESALIA, 18/02/13.- Con ocasión del 50º aniversario del Concilio Vaticano II (1962-1965), invitamos a todos los miembros del Pueblo de Dios, a evaluar la situación de nuestra Iglesia.

Muchos de los temas clave del Vaticano II todavía no han sido implementados, en absoluto, o lo han sido sólo parcialmente. Esto ha sido debido a la resistencia de algunos sectores, pero también a una cierta dosis de ambigüedad que se dejó pasar en algunos de los documentos conciliares.

La principal causa del actual estancamiento radica en su incorrecta interpretación y la mala aplicación en lo que concierne al ejercicio de la autoridad en la Iglesia. Concretamente, los siguientes temas requieren una corrección urgente:

La función del papado necesita ser redefinida claramente en la línea de la intención de Cristo. Como supremo pastor, unificador y principal testigo de la fe, el Papa contribuye sustancialmente a la buena salud de la Iglesia universal. Sin embargo, su autoridad no puede oscurecer, disminuir ni suprimir la autoridad auténtica otorgada directamente por Cristo a todos los miembros del Pueblo de Dios.

Los obispos son vicarios de Cristo, no vicarios del papa. Tienen una responsabilidad inmediata de sus diócesis, y una responsabilidad, compartida con los otros obispos y el papa, respecto a la comunidad de fe mundial.

El Sínodo de los obispos debe asumir un papel más decisivo en la planificación y en la orientación del mantenimiento y el crecimiento de la fe dentro de nuestro complejo mundo actual. Para llevar a cabo esta tarea, el sínodo de los obispos necesita ser dotado de unas estructuras apropiadas.

El Concilio Vaticano II ordenó que debía haber colegialidad y corresponsabilidad en todos los niveles. Esto no ha sido llevado a cabo. Como estableció el Concilio, los consejos presbiterales y los consejos pastorales, deben involucrar a los creyentes más directamente en las tomas de decisión concernientes con la formulación de la doctrina, la gestión de la pastoral y la evangelización de la sociedad secular.

El abuso de nombrar para puestos directivos de la Iglesia a candidatos de una única forma de pensamiento, debe ser erradicado. Se debe establecer nuevas normas, y una supervisión sobre su cumplimiento, para asegurar que las elecciones para tales puestos sean llevadas a cabo de una manera limpia y transparente, y en cuanto sea posible, democrática.
De Ecclesialia.
La Curia romana requiere una reforma más radical, en la línea de las instrucciones y la visión del Concilio Vaticano II. La Curia debería continuar existiendo por sus útiles servicios administrativos y ejecutivos.

La Congregación para la Doctrina de la Fe debe ser asistida por comisiones internacionales de expertos, que han de ser escogidos de forma independiente, sobre la base de su competencia profesional.

Estos no son, ciertamente, todos los cambios necesarios. Somos conscientes de que la puesta en marcha de estas reformas estructurales deberá ser elaborada con detalle, según las posibilidades y limitaciones de las actuales y futuras circunstancias. Sin embargo queremos destacar que estas siete reformas sugeridas son urgentes y que su puesta en marcha debe comenzar inmediatamente.

El ejercicio de la autoridad de nuestra Iglesia debe emular las normas de transparencia, de rendición de cuentas y de democracia que son practicadas en la sociedad moderna. La autoridad en la Iglesia debe ser percibida como honesta y digna de confianza, inspirada por un espíritu de humildad y de servicio, mostrando preocupación por la gente más que por las reglas y la disciplina, transparentando a un Cristo que nos hace libres, y escuchando al Espíritu de Cristo que habla y actúa a través de cada persona. (Eclesalia

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Espírito Santo??? E então?

Depois da louvável atitude do ancião Bento XVI renunciando ao governo da Igreja Católica Romana sucederam-se entrevistas com alguns bispos e sacerdotes nas rádios e televisões de todo o país. Sem dúvida, um acontecimento de tal importância para a Igreja Católica Romana é notícia e leva a previsões, elucubrações de variados tipos, sobretudo de suspeitas, intrigas e conflitos dentro dos muros do Vaticano que teriam apressado a decisão do papa.

No contexto das primeiras notícias, o que chamou a minha atenção foi algo à primeira vista pequeno e insignificante para os analistas que tratam dos assuntos do Vaticano. Trata-se da forma como alguns padres entrevistados ou padres liderando uma programação televisiva, quando perguntados sobre quem seria o novo papa saíssem pela tangente. Apelavam para a inspiração ou vontade do Espírito Santo como aquele do qual dependia a escolha do novo pontífice romano. Nada de pensar em pessoas concretas para responder a situações mundiais desafiantes, nada de suscitar uma reflexão na comunidade, nada de falar dos problemas atuais da Igreja que a tem levado a um significativo marasmo, nada de ouvir os clamores da comunidade católica por uma democratização significativa das estruturas anacrônicas de sustentação da Igreja institucional.
A formação teológica desses padres comunicadores não lhes permite sair de um discurso padrão trivial e abstrato bem conhecido, um discurso que continua fazendo apelo a forças ocultas e de certa forma confirmando seu próprio poder. A contínua referência ao Espírito Santo a partir de um misterioso modelo hierárquico é uma forma de camuflar os reais problemas da Igreja e uma forma de retórica religiosa para não desvendar os conflitos internos que a instituição tem vivido. A teologia do Espírito Santo continua para eles mágica e expressando explicações que já não conseguem mais falar aos corações e às consciências de muitas pessoas que têm apreço pelo legado do Movimento de Jesus de Nazaré. É uma teologia que continua igualmente a provocar a passividade do povo crente frente às muitas dominações inclusive as religiosas. Continuam repetindo fórmulas como se estas satisfizessem a maioria das pessoas.

Entristece-me o fato de verificar mais uma vez que os religiosos e alguns leigos atuando nos meios de comunicação não percebam que estamos num mundo em que os discursos precisam ser mais assertivos e marcados por referências filosóficas para além da tradicional escolástica. Um referencial humanista os tornaria bem mais compreensivos para o comum das pessoas incluindo-se aqui os não católicos e os não religiosos.
A responsabilidade da mídia religiosa é enorme e inclui a importância de mostrar o quanto a história da Igreja depende das relações e interferências de todas as histórias dos países e das pessoas individuais. Já é tempo de sairmos dessa linguagem metafísica abstrata como se um Deus iria se ocupar especialmente de eleger o novo papa prescindindo dos conflitos, desafios, iniqüidades e qualidades humanas. Já é tempo de enfrentarmos um cristianismo que admita o conflito das vontades humanas e que no final de um processo eletivo, nem sempre a escolha feita pode ser considerada a melhor para o conjunto. Enfrentar a história da Igreja como uma história construída por todos e todas nós é testemunhar respeito por nós mesmas/os e mostrar a responsabilidade que todas e todos que nos consideramos membros da comunidade católica romana temos.
A eleição de um novo papa é algo que tem a ver com o conjunto das comunidades católicas espalhadas pelo mundo e não apenas com uma elite idosa minoritária e masculina. Por isso, é preciso ir mais além de um discurso justificativo do poder papal e enfrentar-se aos problemas e desafios reais que estamos vivendo. Sem dúvida, para isso as dificuldades são muitas e enfrentá-las exige novas convicções e o desejo real de promover mudanças que favoreçam a convivência humana.

Preocupa-me mais uma vez que não se discuta de forma mais aberta o fato de o governo da Igreja institucional ser entregue a pessoas idosas que apesar de suas qualidades e sabedoria já não conseguem mais enfrentar com vigor e desenvoltura os desafios que estas funções representam. Até quando a gerontocracia masculina papal será o doublé da imagem de um Deus branco, idoso e de barbas brancas? Haveria alguma possibilidade de sair desse esquema ou de ao menos começar uma discussão em vista de uma organização futura diferente? Haveria alguma possibilidade de abrir essas discussões nas comunidades cristãs populares que têm o direito à informação e à formação cristã mais ajustada aos nossos tempos?

Sabemos o quanto a força das religiões depende de desafios e comportamentos frutos de convicções capazes de sustentar a vida de muitos grupos. Entretanto, as convicções religiosas não podem se reduzir a uma visão estática das tradições e nem a uma visão deliberadamente ingênua das relações humanas. As convicções religiosas igualmente não podem ser reduzidas a onda de devoções as mais variadas que se propagam através dos meios de comunicação. E mais, não podemos continuar tratando o povo como ignorante e incapaz de perguntas inteligentes e astutas em relação à Igreja. Entretanto, os padres comunicadores acreditam tratar com pessoas passivas e entre elas estão muitos jovens que desenvolvem um culto romântico em torno da figura do papa.
Os religiosos mantêm essa situação muitas vezes cômoda por ignorância ou por avidez de poder. Provar a interferência divina nas escolhas que a Igreja Católica hierárquica, prescindindo da vontade das comunidades cristãs espalhadas pelo mundo é um exemplo flagrante dessa situação. É como se quisessem reafirmar erroneamente que a Igreja é em primeiro lugar o clero e as autoridades cardinalícias às quais é dado o poder de eleger o novo papa e que esta é a vontade de Deus. Aos milhares de fiéis cabe apenas rezar para que o Espírito Santo escolha o melhor e esperar até que a fumaça branca anuncie uma vez mais o "habemus papam”. De maneira hábil sempre estão tentando fazer os fiéis escapar da história real, de sua responsabilidade coletiva e apelar para forças superiores que dirijam a história e a Igreja.

É pena que esses formadores de opinião pública estejam ainda vivendo num mundo teologicamente e talvez até historicamente pré-moderno em que o sagrado parece se separar do mundo real e pousar numa esfera superior de poderes à qual apenas alguns poucos têm acesso quase direto. É desolador ver como a consciência crítica em relação às suas próprias crenças infantis não tenha sido acordada em beneficio próprio e em benefício da comunidade cristã. Parece até que acentuamos os muitos obscurantismos religiosos presentes em todas as épocas enquanto o Evangelho de Jesus continuamente convoca para a responsabilidade comum de uns em relação aos outros.

Sabendo das muitas dificuldades enfrentadas pelo papa Bento XVI durante seu curto ministério papal, as empresas de comunicação católica apenas ressaltam suas qualidades, sua doação à Igreja, sua inteligência teológica, seu pensamento vigoroso como se quisessem mais uma vez esconder os limites de sua personalidade e de sua postura política não apenas como pontífice, mas também por muitos anos, como presidente da Congregação da Doutrina da Fé, o antigo Santo Ofício. Não permitem que as contradições humanas do homem Joseph Ratzinger apareçam e que sua intransigência legalista e o tratamento punitivo que caracterizaram, em parte, sua pessoa sejam lembrados. Falam desde sua eleição, sobretudo de um papado de transição. Sem dúvida de transição, mas de transição para que?

Gostaria que a atitude louvável de renúncia de Bento XVI pudesse ser vivida como um momento privilegiado para convidar as comunidades católicas a repensar suas estruturas de governo e os privilégios medievais que esta estrutura ainda oferece. Estes privilégios tanto do ponto de vista econômico quanto político e sócio cultural mantêm o papado e o Vaticano como um Estado masculino à parte. Mas um Estado masculino com representação diplomática influente e servido por milhares de mulheres através do mundo nas diferentes instâncias de sua organização. Esse fato nos convida igualmente a pensar sobre o tipo de relações sociais de gênero que esse Estado continua mantendo na história social e política da atualidade.

As estruturas pré-modernas que ainda mantém esse poder religioso precisam ser confrontadas com os anseios democráticos de nossos povos na busca de novas formas de organização que se coadunem melhor com os tempos e grupos plurais de hoje. Precisam ser confrontadas com as lutas das mulheres, das minorias e maiorias raciais, de pessoas de diferentes orientações sexuais e escolhas, de pensadores, de cientistas e de trabalhadores das mais distintas profissões. Precisam ser retrabalhadas na linha de um diálogo maior e mais profícuo com outros credos religiosos e sabedorias espalhadas pelo mundo.

E para terminar, quero voltar ao Espírito Santo, a esse vento que sopra em cada uma/um de nós, a esse sopro em nós e maior do que nós que nos aproxima e nos faz interdependentes de todos os viventes. Um sopro de muitas formas, cores, sabores e intensidades. Sopro de compaixão e ternura, sopro de igualdade e diferença. Este sopro não pode mais ser usado para justificar e manter estruturas privilegiadas de poder e tradições mais antigas ou medievais como se fossem uma lei ou uma norma indiscutível e imutável.
O vento, o ar, o espírito sopra onde quer e ninguém deve se atrever a querer ser ainda uma vez seu proprietário. O espírito é a força que nos aproxima uns dos outros, é a atração que permite que nos reconheçamos como semelhantes e diferentes, como amigas e amigos e que juntos/as busquemos caminhos de convivência, de paz e justiça.
Esses caminhos do espírito são os que nos permitem reagir às forças opressoras que nascem de nossa própria humanidade, os que nos levam a denunciar as forças que impedem a circulação da seiva da vida, os que nos levam a des-cobrir os segredos ocultos dos poderosos. Por isso, o espírito se mostra em ações de misericórdia, em pão partilhado, em poder partilhado, em cura das feridas, em reforma agrária, em comércio justo, em armas transformadas em arados, enfim, em vida em abundância para todas/os. Esse parece ser o poder do espírito em nós, poder que necessita ser acordado a cada novo momento de nossa história e ser acordado por nós, entre nós e para nós.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Leonardo Boff


¿Qué tipo de Papa necesitamos hoy? Posición de la Iglesia en el Mundo. Leonardo Boff

 
Diremos de entrada que una visión equilibrada de la cuestión debe asentarse sobre dos pilares fundamentales: el Reino y el mundo. El Reino es el mensaje central de Jesús, su utopía de una revolución absoluta que reconcilia la creación consigo misma y con Dios. El mundo es el lugar donde la Iglesia realiza su servicio al Reino, y donde ella misma se construye. Si pensamos la Iglesia de un modo demasiado vinculado al Reino, corremos el riesgo de espiritualización e idealismo. Si la pensamos de un modo demasiado vinculado al mundo, caemos en la tentación de mundanización y de politización. Es importante saber articular Reino-Mundo-Iglesia. Ésta pertenece al Reino y también al mundo. Posee una dimensión histórica, con sus contradicciones, y otra transcendente.

¿Cómo vivir esta tensión dentro del mundo y de la historia? Presentamos dos modelos diferentes y a veces conflictivos: el del testimonio y el del diálogo.

El modelo del testimonio afirma con convicción: Tenemos el depósito de la fe, dentro del cual están todas las verdades necesarias para la salvación. Tenemos los sacramentos, que comunican gracia. Tenemos una moral bien definida. Estamos seguros de que la Iglesia Católica es la Iglesia Cristo, la única verdadera. Tenemos al Papa, que goza de infalibilidad en materia de fe y costumbres. Tenemos una jerarquía que gobierna al pueblo fiel, y se nos promete la asistencia constante del Espíritu Santo. Esto tiene que ser testimoniado frente a un mundo que no sabe a dónde va y que por sí mismo jamás alcanzará la salvación. Tendrá que pasar por la mediación de la Iglesia, sin la cual no hay salvación.

Los cristianos de este modelo, desde los papas hasta los simples fieles, se sienten imbuidos de una misión salvadora única. En esto son fundamentalistas y poco dados al diálogo. ¿Para qué dialogar? Ya lo tenemos todo. El diálogo sólo sería para facilitar la conversión del otro, como un gesto de cortesía.

El modelo del diálogo parte de otros supuestos: El Reino es mayor que la Iglesia, y se realiza también secularmente, allí donde hay verdad, amor y justicia. El Cristo resucitado tiene dimensiones cósmicas e impulsa la evolución hacia un fin bueno. El Espíritu está siempre presente en la historia y las personas de bien. El Espíritu llega antes que el misionero, pues estaba en los pueblos en forma de la solidaridad, de amor y de compasión. Dios nunca abandonó a los suyos, y a todos ofrece una oportunidad de salvación, porque los creó desde su corazón, para que algún día lleguen a vivir felices en el reino de los libertos. La misión de la Iglesia es la de ser señal de la historia de Dios en la historia humana y también un instrumento para su construcción, junto con los demás caminos espirituales. Si la realidad, tanto religiosa cuanto secular está empapada de Dios, todos debemos dialogar: intercambiar, aprender unos de otros y hacer que la peregrinación humana hacia la promesa, sea feliz, más fácil y más segura.

El modelo del testimonio es el de la Iglesia de la tradición, que promovió las misiones en África, Asia y América Latina, siendo, en nombre del testimonio, cómplice incluso de la diezmación y de la dominación de muchos pueblos indígenas, africanos y asiáticos. Era el modelo del Papa Juan Pablo II, que recorría el mundo, empuñando la cruz como testimonio de que en ella venía la salvación. Era el modelo, aún más radicalizado, de Benedicto XVI, que negó el título de "Iglesia" a las iglesias evangélicas, ofendiéndolas con dureza; atacó directamente a la modernidad, pues la veía negativamente, como relativista y secularista. Por supuesto, no lo negó todos sus valores, pero los veía en todo caso como procedentes de la fuente de la fe cristiana. Redujo la Iglesia a una isla aislada, o a una fortaleza, rodeada de enemigos por todas partes, contra los cuales lo que tenía que hacer era defenderse.

El modelo del diálogo es el del Concilio Vaticano II, de Pablo VI, y de Medellín y Puebla en América Latina. Veían el cristianismo no como un depósito, ni como un sistema cerrado que corre el riesgo de quedar fosilizado, sino como una fuente de aguas vivas y cristalinas que pueden ser canalizadas por muchos conductos culturales, en un espacio de aprendizaje mutuo, porque todos son portadores del Espíritu Creador y de la esencia del sueño de Jesús.

El modelo del testimonio, asustó a muchos cristianos, que se sintieron infantilizados y desvalorizados en sus saberes profesionales; ya no sentían a la Iglesia como un hogar espiritual, y desconsolados, se han apartado de la institución, aunque no del cristianismo como el valor y la utopía de Jesús.

El modelo del diálogo ha acercado a muchos, pues se han sentido en casa, ayudando a construir una Iglesia-aprendiz, abierta al diálogo con todos. El efecto ha sido un sentimiento de libertad y de creatividad. Así merece la pena ser cristiano.

Este modelo del diálogo se hace urgente, si la institución quiere salir de la crisis en que se ha metido y que llegó a tocar su honra: la moralidad (los pedófilos) y la espiritualidad (robo de documentos secretos y problemas graves de transparencia en el Banco del Vaticano).

Debemos discernir inteligentemente qué es lo que actualmente sirve mejor al mensaje cristiano, en medio de una crisis ecológica y social de consecuencias muy graves. Porque el problema central no es la Iglesia, sino el futuro de la Madre Tierra, de la vida y de nuestra civilización. ¿Cómo ayuda la Iglesia en este tránsito? Sólo dialogando y sumando fuerzas con todos los demás.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

In English- If I were Pope- For debate

If I Were Pope

If I were pope

I'd proclaim the end of my infallibility

and banish the word sin from the doctrines of faith

I'd ask half the bishops and cardinals

to replace themselves with a thoughtful woman

and complete their ministries in a prison or homeless shelter

If I were pope

I'd pay the mystics to write poetry all day

and have their words read at the Sunday Masses

I'd pay the prophets to upload their message

in five minute videos

for youtube viewers around the world

I'd hire a thousand displaced workers

to construct a new Sistine Chapel and cover it with mirrors

instead of male images

If I were pope

I'd announce a contest

for 10 new sacraments that celebrate

peace-making, justice, and interfaith creations.

I'd send envoys to the villages

to talk about birth control

and distribute condoms wherever they are needed.

I'd establish a tuition-free college in every country

to train young students how to think

non-violently and act ethically.

If I were pope I'd convert closed churches

to housing for the needy

and meeting places for the marginal and walking wounded

I'd buy farms in rural places

and dedicate each one to organic farming

and cooperative, sustainable, community-based agriculture.

I'd convert every old Motherhouse and seminary

into a training center for spiritual activists, cultural creators

and community collaborators.

I'd auction off my skullcap, my mozetta cape and my darling red shoes

to the highest bidder and send the money to Haiti

for the construction of schools and health care centers.


I'd sell my Fisherman's Ring on ebay

and donate the proceeds to the Gulf shrimpers.

I'd trade my red and gold embroidered fascia

(the stole with the fringes) for a villa in Tuscany

and give free spa retreats to women who've served the church

for five years or more.

If I were pope, I'd throw a party at the Vatican

and invite everyone who's left the church

because they didn't feel welcomed.

(The overflow crowd would be treated to weekends

at Italian vineyards.)

If I were pope, I'd announce my retirement,

and as my last act in office, at the final party,

I'd ordain to the priesthood any woman who was ready,

marry any gay couple who wanted my blessing,

and marry any priest, male or female.

Then I'd get in my jammies,

say a prayer of gratitude,

and crawl into bed for a much needed nap.

Para debater. de J.M.Castillo

El problema no es el papa, sino el papado
(J.M. Castillo)

Ante la renuncia del papa Benedicto XVI, es importante reflexionar
sobre la institución del “papado”.

Por supuesto, es bueno analizar y valorar los aciertos y desaciertos que ha tenido el papa Ratzinger. También, y más importante aún, saber elegir al
hombre más competente capaz de reemplazarlo en el cargo de Sumo Pontífice.

Pero me parece que es mucho más determinante detenerse a pensar lo que significa,
no ya este papa o el otro, sino la institución del papado, tal como está
organizada y como funciona, sea quien sea el papa que la presida.

Vamos a ver: ¿es lo mejor para la Iglesia que todo el poder de una
institución, a la que pertenecen más de 1.200 millones de seres humanos, esté
concentrado en un solo hombre, sin más limitación que sus propias
creencias? Así lo establece el Derecho Canónico. Y así funciona el papado (c.
331; 333; 1404; 1372). El papa quita y pone a los más altos y más bajos cargos
de la Curia. Quita y pone a cardenales, obispos y demás cargos
eclesiásticos. Y sin tener que dar explicaciones a nadie y sin que
nadie le pueda pedir responsabilidades. Esto se mantiene así, sea quien sea el
papa reinante, la edad que tenga, la salud que padezca, su mentalidad, sus
preferencias y hasta sus posibles manías.

Por mucho que la presencia del Espíritu Santo lo inspire. Y
por muy sucesor de Pedro que sea, ¿por qué tiene que acumular todo el poder? ¿Dónde
está eso dicho? ¿En qué argumentos se basa? El mejor conocedor de toda
esta historia, que la Iglesia ha tenido en el último siglo, el cardenal Yves
Congar, dejó escrito en su diario personal que todo eso era una manipulación
organizada por los intereses de Roma, cuyas raíces llegan hasta el siglo
segundo de la historia del cristianismo.

En ninguna parte del Nuevo Testamento consta que la Iglesia tenga que estar
organizada así, y así tenga que ser gestionada. Y por favor, que nadie me venga
con el famoso texto de Mt 16,18-19, donde Jesús dice a Pedro que sobre esa
piedra construirá su Iglesia. Porque los mejores estudiosos del evangelio de
Mateo aseguran que esas palabras no salieron de boca de Jesús. Es un texto puesto
por Mateo en sus labios, y muy posterior al tiempo de Jesús.
Me parece importante ver que la Iglesia está, precisamente en estos
días, en un momento privilegiado para afrontar sin miedo estas
cuestiones, que apuntan a los problemas de fondo que la Iglesia tiene
sin resolver. Si no se afrontan y se toman en serio, la Iglesia seguirá perdida
(y callada), por muy lúcido y valioso que sea el nuevo papa. Porque, insisto,
el problema de la Iglesia no es el papa, es el papado, tal como está organizado
y como funciona, sea quien sea el hombre que ocupa el trono papal.

J. M. CASTILLO

Salvar a propria saúde.

**IMPORTANTE SABER....*

 Mesmo quem não tem carro, vale ler, pois as vezes andamos de carona...

Preste atenção!!!! Isto é importante!

> Um carro estacionado na sombra durante um dia com as janelas fechadas
> pode conter de 400-800 mg. de Benzeno. Se está no sol a uma
> temperatura superior a 16º C., o nível de Benzeno subirá a 2000-4000
> mg, 40 vezes mais o nível aceitável...
>
> A pessoa que entra no carro mantendo as janelas fechadas
> inevitavelmente aspirará em rápida sucessão, excessivas quantidades
> desta toxina.
>
> O Benzeno é uma toxina que afeta o rim e o fígado. E o que é pior, é
> extremamente difícil para o organismo expulsar esta substância tóxica.
>
> Ar condicionado ou ar simples dos Automóveis
>
> O manual do condutor indica que antes de ligar o ar condicionado,
> deve-se primeiramente abrir as janelas e deixá-las assim por um tempo
> de dois minutos, porém não especificam "o porquê", só deixam entender
> que é para seu "melhor funcionamento".
>
> Aqui vem a razão médica:
>
> De acordo com um estudo realizado, o ar refrescante antes de sair
> frio, manda todo o ar do plástico quente o qual libera Benzeno, que
> causa câncer (leva-se um tempo para dar-se conta do odor do plástico
> quente no carro). Por isto é a importância de manter os vidros abertos
> uns minutos.
>
> "Por favor não ligar o ar condicionado ou simplemente o ar,
> imediatamente ao se entrar no carro.
> Primeiramente deve-se abrir as janelas e depois de um momento, ligar o
> ar e manter as janelas abertas uns 2 (dois) minutos."
>
> Além de causar câncer, o Benzeno envenena os ossos, causa anemia e
> reduz as células brancas do sangue.
>
> Uma exposiçãoprolongada pode causar Leucemia, incrementando o risco de
> câncer.
> Também pode causar um aborto. O nível apropriado de Benzeno em lugares
> fechados é de 50 mg/929 cm2.
>
> Assim amigos, por favor, antes de entrar no carro, abrir as janelas e
> a porta para assim dar tempo a que o ar interior saia e disperse esta
> toxina mortal.
>

de Marcelo Barros OSB - Um novo Papa

Votos para um próximo papa

Marcelo Barros

Desde que o papa Bento XVI anunciou sua renúncia ao papado, os meios de comunicação se apressam em antecipar os candidatos ao trono, ou simplesmente em descobrir em que ponto estão os acordos no Vaticano que, nos bastidores e com toda a elegância exigida pelos meios eclesiásticos, já há tempos, preparam o próximo conclave. Sem dúvida, merece toda a admiração a coragem e humildade com que o papa declara: “Não tenho mais força para exercer o papado”. De fato, nas últimas décadas, ao mesmo tempo que o mundo se tornou cada vez mais complexo e plural, o Vaticano ignorou a orientação do Concilio Vaticano II sobre a colegialidade dos bispos, diminuiu a função das conferências episcopais e concentrou o seu poder. Por isso, o ministério papal deve ter ficado bem mais pesado.

Muitos dos cardeais que em 2005 acharam que o cardeal Joseph Ratzinger seria a pessoa indicada para conduzir a Igreja Universal nesse início de século serão os mesmos que escolherão o próximo papa, além de alguns outros, escolhidos a dedo pelo próprio papa atual. Isso faz com que a tal lista dos prováveis candidatos ao cargo pontifício não tenha tanta importância. Ao que parece, seja quem for, afirmam vozes do episcopado brasileiro, “nada de profundo mudará”. Sem dúvida, eles dizem isso como quem dá uma boa notícia. Sinceramente, não sei se a maioria dos fiéis católicos, se pudessem se expressar, estariam de acordo.

Pessoalmente, não sou cardeal e, portanto, não participo dessa eleição, nem aceitaria essa responsabilidade. Mas, penso na multidão silenciosa de mais de um bilhão de fiéis católicos no mundo. Mesmo sem representar nenhum grupo ou ter algum mandato oficial, gostaria de expressar aqui o voto que penso ser da maioria dos leigos e leigas, engajados nas pastorais e grupos missionários católicos, formados a partir do Concilio Vaticano II, assim como de muitos religiosos, religiosas e presbíteros que, embora sem ser escutados, amam a nossa Igreja e desejam que, o Espírito sopre novamente sobre ela um novo Pentecostes.

A primeira coisa que gostaria de esclarecer é que, ao contrário do pensamento aqui e ali expresso nos meios de comunicação, quem é formado pelo espírito do Concílio pode aceitar que se eleja um papa latino-americano, africano ou coreano, como etapa no momento atual, dentro do sistema em que vivemos. Entretanto, em termos de princípio, o queremos é um papa italiano, o mais romano possível, que seja bispo de Roma e retome o espírito do Concílio Vaticano II, respeite a autonomia eclesiológica das Igrejas locais, cada uma delas, verdadeira Igreja, possuidora das características da comunhão universal, assim como um cada fragmento de pão consagrado contém em si todo o corpo de Cristo.

Pedimos a Deus que dê à Igreja de Roma, mãe da unidade de todas as Igrejas, um pastor simples e modesto que não precise mais de áurea de santidade, nem que se chame de santa a sua pessoa, a sé de Roma, as congregações da cúria e tudo o que cerca o seu ministério. Aí, no Glória de cada missa, cantaremos com mais sinceridade: Só tu és santo, ó Deus!”. Se esse irmão se assumir verdadeiramente como servo dos servos de Deus, a Igreja será como nos primeiros séculos uma Igreja mais sinodal e mais sacramento de comunhão da humanidade. Poderá assim ser cada vez mais sacramento e ensaio do mundo novo possível. Um dia, Dom Hélder Câmara, então arcebispo de Olinda e Recife, escreveu o seguinte: “Sonhei que o papa enlouquecia. E ele mesmo ateava fogo ao Vaticano e à Basílica de São Pedro. Loucura sagrada, porque Deus atiçava o fogo que os bombeiros, em vão, tentavam extinguir. O papa, louco, saía pelas ruas de Roma, dizendo adeus aos embaixadores, credenciados junto a ele; e espalhando pelos pobres o dinheiro todo do Banco do Vaticano. Que vergonha para os cristãos! Para que um papa viva o Evangelho, temos que imaginá-lo em plena loucura”[1].